Saudações a todos!
Continuo, nessa postagem, a descrição da região de Torres do livro Torres Origens.
"Na parte posterior das dunas, estendiam-se pantanais em alinhamento quase contínuo desde as margens do Mampituba até a encosta da Itapeva. O primeiro deles vinha desde a atual ponte pênsil até a extremidade norte da lagoa do Violão com desenvolvimento ao longo da margem do Mampituba. O segundo contornava a lagoa do Violão e se prolongava até a Itapeva. O atual Parque da Guarita ficava quase isolado, rodeado de pantanais que, só nas primeiras décadas do século passado, foram drenados.
(...) Os banhados eram cobertos com vegetação própria (tiriricas, tabúas, sedinhas, juncos, ciperáceas) e capões.
Finalmente, a paisagem local era dominada pela Mata Atlântica, nas planícies e encostas a oeste dos banhados. Formava uma massa compacta de árvores e arbustos tropicais - figueiras, guajuviras, caneleiras, cedros, palmeiras, jerivás - que fechava a periferia de Torres e que se estendia, com poucas clareiras de campo, até serra acima. Quando podia, a mata avançava para o lado do mar, cortava pântanos e subia ladeira interna das dunas, fixando-as."
A foto acima mostra um exemplo atual da narrativa do livro. A foto foi tirada no sentido Leste-Oeste. Ao fundo, vê-se a Serra Geral, em seguida, os pequenos morros (~90 m o mais alto) basálticos. No primeiro plano, os remanescentes de matos e o campo (o qual, nesse caso está no lugar do mato). A foto foi tirada em um dos primeiros pequenos morros basálticos após a área de banhados e da área arenosa que se seguem. Na parte direita pode-se ver a obra da BR (foto tirada em 2009 pelo autor).
quinta-feira, 7 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
A planície costeira do sul do Brasil - descrição histórica
Saudações a todos.
Estou iniciando as postagens referentes à minha pesquisa de campo inicialmente denominada "Aranhas de teia em remanescentes de Floresta Atlântica no sul do Brasil". Sem um planejamento rigoroso, já que a ideia, aqui, é uma coisa mais descontraída, vou começar com uma descrição da planície costeira do sul do Brasil citada no livro "Torres Origens" de Ruy Ruben Ruschel.
Penso ser pertinente essa descrição uma vez que os remanescentes de mato nos quais coletei são ou remanescentes, ou matos secundários em variados níveis de desenvolvimento da vegetação. Para uma classificação dos tipos de florestas baseada em sucessão ecológica, clique aqui http://www.apremavi.org.br/cartilha-planejando/a-floresta-primaria-e-as-florestas-secundarias/
"A PLANÍCIE COSTEIA
De leste para oeste, pode distinguir-se cinco bastidores sucessivos, a saber:
A1) A linha de praia, umedecida pelas ondas, estreita de apenas 10 a 50 metros ao tempo dos nativos, é fechada primitivamente por um cordão quase contínuo de dunas de areias soltas, movidas pelos ventos nordeste e sul.
A2) Logo atrás das dunas espichava-se, desde Araranguá até Tramandaí, um cordão paludoso, onde se acumulava a água da chuva. São os conhecidos esteirais ou lagoinhas, outrora separando o mar e o campo. Agora estão mais secos, aos poucos preenchidos por estivas e aterros. De trecho em trecho, os excessos de água rompiam e os cômoros marginais extravasavam, formando arroios a cortar a praia.
A3) A oeste dos esteirais e lagoinhas prevaleciam os campos secos, cobertos de relva natural e entremeados com vistosos capões. Dunas de areias também aí aparecem, às vezes consolidadas pelo mato.
(...) Essas três faixas formam a longa restinga apertada entre as lagoas e o mar de 2 a 5 km de largura (...).
(...)A4) Detrás da restinga e dos campos segue o grande rosário das lagoas costeiras.
(...) A5) O resto da planície é constituída das margens internas das lagoas, às vezes bem estreitas, outras em comunicação com os valores dos rios que nelas deságuam. Aí, a areia litorânea é enriquecida ou substituída por solos mais férteis, oriundos da decomposição das rochas basálticas e dos morros. Hoje, há pastagens, antigamente, havia principalmente matos (hoje lavouras).
É exatamente nesse última faixa que fiz minhas coletas principalmente em pequenos morros de formação basáltica incrustados na planície.
Até o próximo...
Luz a todos.
Estou iniciando as postagens referentes à minha pesquisa de campo inicialmente denominada "Aranhas de teia em remanescentes de Floresta Atlântica no sul do Brasil". Sem um planejamento rigoroso, já que a ideia, aqui, é uma coisa mais descontraída, vou começar com uma descrição da planície costeira do sul do Brasil citada no livro "Torres Origens" de Ruy Ruben Ruschel.
Penso ser pertinente essa descrição uma vez que os remanescentes de mato nos quais coletei são ou remanescentes, ou matos secundários em variados níveis de desenvolvimento da vegetação. Para uma classificação dos tipos de florestas baseada em sucessão ecológica, clique aqui http://www.apremavi.org.br/cartilha-planejando/a-floresta-primaria-e-as-florestas-secundarias/
"A PLANÍCIE COSTEIA
De leste para oeste, pode distinguir-se cinco bastidores sucessivos, a saber:
A1) A linha de praia, umedecida pelas ondas, estreita de apenas 10 a 50 metros ao tempo dos nativos, é fechada primitivamente por um cordão quase contínuo de dunas de areias soltas, movidas pelos ventos nordeste e sul.
A2) Logo atrás das dunas espichava-se, desde Araranguá até Tramandaí, um cordão paludoso, onde se acumulava a água da chuva. São os conhecidos esteirais ou lagoinhas, outrora separando o mar e o campo. Agora estão mais secos, aos poucos preenchidos por estivas e aterros. De trecho em trecho, os excessos de água rompiam e os cômoros marginais extravasavam, formando arroios a cortar a praia.
A3) A oeste dos esteirais e lagoinhas prevaleciam os campos secos, cobertos de relva natural e entremeados com vistosos capões. Dunas de areias também aí aparecem, às vezes consolidadas pelo mato.
(...) Essas três faixas formam a longa restinga apertada entre as lagoas e o mar de 2 a 5 km de largura (...).
(...)A4) Detrás da restinga e dos campos segue o grande rosário das lagoas costeiras.
(...) A5) O resto da planície é constituída das margens internas das lagoas, às vezes bem estreitas, outras em comunicação com os valores dos rios que nelas deságuam. Aí, a areia litorânea é enriquecida ou substituída por solos mais férteis, oriundos da decomposição das rochas basálticas e dos morros. Hoje, há pastagens, antigamente, havia principalmente matos (hoje lavouras).
É exatamente nesse última faixa que fiz minhas coletas principalmente em pequenos morros de formação basáltica incrustados na planície.
Até o próximo...
Luz a todos.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Primeira produção
Saudações a todos!
Gostaria de compartilhar a alegria que senti, hoje, por haver terminado o primeiro manuscrito do meu doutorado intitulado "Overview of arthropod responses to forest fragmentation". Fico no aguardo das considerações da minha orientadora para enviar o mesmo para um periódico.
Gostaria de externalizar meus agradecimentos ao Dr. Leandro Duarte (UFRGS), que, a partir da apresentação da minha revisão no seminário do ano passado, incentivou a publicação do material.
Por outro lado, gostaria de frisar que foi um trabalho cansativo e maçante. Fazer revisão tão minuciosa da literatura e montar os dados foi um martírio para mim. Hehehe. Realmente, espero que o fruto tenha sido bom, apesar do sofrimento. Mas isso quem decide são os "companheiros" cientistas e quem está no meio sabe como isso "funciona".
Agora, partirei para assuntos que julgo bem mais agradáveis e o primeiro é a análise dos resultados do meu projeto de campo, o qual descreverei nas próximas postagens.
Luz a todos.
Gostaria de compartilhar a alegria que senti, hoje, por haver terminado o primeiro manuscrito do meu doutorado intitulado "Overview of arthropod responses to forest fragmentation". Fico no aguardo das considerações da minha orientadora para enviar o mesmo para um periódico.
Gostaria de externalizar meus agradecimentos ao Dr. Leandro Duarte (UFRGS), que, a partir da apresentação da minha revisão no seminário do ano passado, incentivou a publicação do material.
Por outro lado, gostaria de frisar que foi um trabalho cansativo e maçante. Fazer revisão tão minuciosa da literatura e montar os dados foi um martírio para mim. Hehehe. Realmente, espero que o fruto tenha sido bom, apesar do sofrimento. Mas isso quem decide são os "companheiros" cientistas e quem está no meio sabe como isso "funciona".
Agora, partirei para assuntos que julgo bem mais agradáveis e o primeiro é a análise dos resultados do meu projeto de campo, o qual descreverei nas próximas postagens.
Luz a todos.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Produção científica...
Coloquei links para vários artigos dos quais fui autor ou co-autor. Caso precisem de separatas ou pdfs, só pedir.
Luz a todos.
Luz a todos.
Comportamentos...
A coleta de número 5 está sendo realizada nessa semana. O número de aranhas permanece menor do que o do início do experimento em dezembro. Para os desavisados informo que, anteriormente ao início do experimento, todas as mudas foram limpas para tirar os bichos. Então, a maior abundância naquela primeira coleta não é tendenciosa.
O comportamento de fuga das aranhas é uma coisa muito interessante. Pelas minhas observações, há comportamentos que se repetem em espécies da mesma família. Por exemplo, salticídeos (papa-moscas), num primeiro momento, percebem o predador (eu) se aproximando. Esses bichos possuem dois olhos binoculares formidáveis, considerando que são aranhas. Conseguem formar uma imagem bem nítida. Dessa forma, só na aproximação, eles se viram de frente para mim, para poderem dar uma "boa olhada" no vivente.
Com a maior aproximação, correm por entre a folhagem para escapar. Após alguns momentos, quando vêem que não se livraram da perseguição, pulam. Se não encontram anteparo imediato, caem no vazio. Esse é o padrão para todos os salticídeos que encontrei até agora.
Por outro lado, há famílias em que as espécies possuem comportamentos diferentes. Por exemplo, araneídeos (teias orbiculares) possuem algumas variações. Algumas espécies se atiram da teia quando são perturbadas. Outras correm pela teia até o refúgio na folhagem. Outras correm pela teia, mas não saem dela num primeiro momento. Esperam para ver o que acontecerá. Caso o distúrbio continue, então se retiram para o refúgio. Os teridídeos, que fazem teias tridimensionais (irregulares) são, de longe os mais "patetas". Eu sou capaz até de tocar neles que não se mexem da teia, com exceções. Há pouquíssimas espécies que se atiram só de sentir a teia ser mexida. São raras.
Mas o que mais me chamou a atenção foi a mudança de comportamento que ocorre em várias fêmeas com sacos de ovos ou filhotes recém eclodidos. Elas são mães extremamente zelosas, não se afastam dos ovos ou dos filhotes. Até mesmo uma das espécies mais fugidias que encontrei durante as coletas (vou ficar devendo o nome e a família, pois realmente não conheço o bicho, só sei que é cursorial), quando as fêmeas estão com ovos, elas simplesmente ficam paradas junto aos mesmos. Quando estão sozinhas, correm pela folhagem como raios e se atiram ao chão. Difícil de pegá-las.
Então, uma observação bem legal é que a mudança na fase da fenologia (reprodutiva) padroniza o comportamento de várias espécies, o qual, em outras épocas, seria completamente diferente. Resumindo: em geral, as fêmeas não fogem, não abandonam suas crias. Veja, abaixo, um exemplo. Uma fêmea (preta e amarela, no centro) cuidando dos filhotes (pequenos do lado esquerdo da folha). Clique na imagem para ampliar.
Porém há exceções. Tenho visto sacos de ovos abandonados à própria sorte. Mas isso não quer dizer que as mães abandonaram os filhos. Talvez tenham sido predadas...
Hoje, vi um salticídeo predando outra aranha. Canibalismo é um evento esporádico, mas, quando a aranha passou na frente do bicho, ele esperou até ela parar mais adiante e saltou em cima. O bicho é esse aí, ainda não havia predado a outra aranha. Clique na imagem para ampliar.
Paz a todos.
O comportamento de fuga das aranhas é uma coisa muito interessante. Pelas minhas observações, há comportamentos que se repetem em espécies da mesma família. Por exemplo, salticídeos (papa-moscas), num primeiro momento, percebem o predador (eu) se aproximando. Esses bichos possuem dois olhos binoculares formidáveis, considerando que são aranhas. Conseguem formar uma imagem bem nítida. Dessa forma, só na aproximação, eles se viram de frente para mim, para poderem dar uma "boa olhada" no vivente.
Com a maior aproximação, correm por entre a folhagem para escapar. Após alguns momentos, quando vêem que não se livraram da perseguição, pulam. Se não encontram anteparo imediato, caem no vazio. Esse é o padrão para todos os salticídeos que encontrei até agora.
Por outro lado, há famílias em que as espécies possuem comportamentos diferentes. Por exemplo, araneídeos (teias orbiculares) possuem algumas variações. Algumas espécies se atiram da teia quando são perturbadas. Outras correm pela teia até o refúgio na folhagem. Outras correm pela teia, mas não saem dela num primeiro momento. Esperam para ver o que acontecerá. Caso o distúrbio continue, então se retiram para o refúgio. Os teridídeos, que fazem teias tridimensionais (irregulares) são, de longe os mais "patetas". Eu sou capaz até de tocar neles que não se mexem da teia, com exceções. Há pouquíssimas espécies que se atiram só de sentir a teia ser mexida. São raras.
Mas o que mais me chamou a atenção foi a mudança de comportamento que ocorre em várias fêmeas com sacos de ovos ou filhotes recém eclodidos. Elas são mães extremamente zelosas, não se afastam dos ovos ou dos filhotes. Até mesmo uma das espécies mais fugidias que encontrei durante as coletas (vou ficar devendo o nome e a família, pois realmente não conheço o bicho, só sei que é cursorial), quando as fêmeas estão com ovos, elas simplesmente ficam paradas junto aos mesmos. Quando estão sozinhas, correm pela folhagem como raios e se atiram ao chão. Difícil de pegá-las.
Então, uma observação bem legal é que a mudança na fase da fenologia (reprodutiva) padroniza o comportamento de várias espécies, o qual, em outras épocas, seria completamente diferente. Resumindo: em geral, as fêmeas não fogem, não abandonam suas crias. Veja, abaixo, um exemplo. Uma fêmea (preta e amarela, no centro) cuidando dos filhotes (pequenos do lado esquerdo da folha). Clique na imagem para ampliar.
Porém há exceções. Tenho visto sacos de ovos abandonados à própria sorte. Mas isso não quer dizer que as mães abandonaram os filhos. Talvez tenham sido predadas...
Hoje, vi um salticídeo predando outra aranha. Canibalismo é um evento esporádico, mas, quando a aranha passou na frente do bicho, ele esperou até ela parar mais adiante e saltou em cima. O bicho é esse aí, ainda não havia predado a outra aranha. Clique na imagem para ampliar.
Paz a todos.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Estudando a vida através da morte
Li o comentário da Rosane, no qual ela me pergunta para onde vão as aranhas que coleto.
Infelizmente, as aranhas são sacrificadas e aí cabe uma pergunta: Como a Biologia, ciência que estuda a vida, faz isso através da morte? É uma contradição que me incomoda. Algumas disciplinas da Biologia não precisam matar seus organismos. É o caso, por exemplo, da botânica. De qualquer forma, para realizar identificações que sejam cientificamente validadas, no caso da aracnologia, é necessário o sacrifício, já que as identificações são realizadas através da análise dos órgãos genitais, coisa impraticável em campo.
Eu tentei, durante as coletas piloto que realizei no meu estudo de campo (o qual descreverei futuramente), manter as aranhas vivas dentro de potes plásticos com furos. A maioria delas acabou perecendo após mais ou menos um mês.
A coisa fica mais séria ainda quando se sabe que a maioria dos indivíduos coletados são jovens, os quais, geralmente, são descartados das análises.
Há outras opções além dessa? Até onde sei, não. Para se trabalhar com diversidade, há necessidade de se fazer listas de espécies e, como escrevi anteriormente, para se identificar aranhas é necessário verificar os órgãos genitais. Ver os órgãos genitais de uma aranha com 0,5 cm de comprimento é impraticável no campo.
Talvez para fazer uma abordagem com grupos funcionais não haveria necessidade de coleta, somente a classificação em campo do grupo funcional ao qual determinado indivíduo pertence. Mas o desafio é saber se esses grupos funcionais seriam uma variável resposta adequada para se analisar diferenças entre ambientes, por exemplo.
De qualquer forma, me incomoda o fato de precisar matar para estudar. Por isso, até, fiz minhas coletas manuais e restringi as análises para o grupo de aranhas de teias, pois, assim, não sacrificaria indiscriminadamente. Grande consolo!
Paz a todos.
Infelizmente, as aranhas são sacrificadas e aí cabe uma pergunta: Como a Biologia, ciência que estuda a vida, faz isso através da morte? É uma contradição que me incomoda. Algumas disciplinas da Biologia não precisam matar seus organismos. É o caso, por exemplo, da botânica. De qualquer forma, para realizar identificações que sejam cientificamente validadas, no caso da aracnologia, é necessário o sacrifício, já que as identificações são realizadas através da análise dos órgãos genitais, coisa impraticável em campo.
Eu tentei, durante as coletas piloto que realizei no meu estudo de campo (o qual descreverei futuramente), manter as aranhas vivas dentro de potes plásticos com furos. A maioria delas acabou perecendo após mais ou menos um mês.
A coisa fica mais séria ainda quando se sabe que a maioria dos indivíduos coletados são jovens, os quais, geralmente, são descartados das análises.
Há outras opções além dessa? Até onde sei, não. Para se trabalhar com diversidade, há necessidade de se fazer listas de espécies e, como escrevi anteriormente, para se identificar aranhas é necessário verificar os órgãos genitais. Ver os órgãos genitais de uma aranha com 0,5 cm de comprimento é impraticável no campo.
Talvez para fazer uma abordagem com grupos funcionais não haveria necessidade de coleta, somente a classificação em campo do grupo funcional ao qual determinado indivíduo pertence. Mas o desafio é saber se esses grupos funcionais seriam uma variável resposta adequada para se analisar diferenças entre ambientes, por exemplo.
De qualquer forma, me incomoda o fato de precisar matar para estudar. Por isso, até, fiz minhas coletas manuais e restringi as análises para o grupo de aranhas de teias, pois, assim, não sacrificaria indiscriminadamente. Grande consolo!
Paz a todos.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Problemas à vista...
Saudações.
Como viram, eu estou ausente por algum tempo do blog. A correria está grande. Esse ano vai passar a jato. Já estamos quase em abril!!!
Bom, estive revisando minhas mudas nesses dias e constatei o que temia. Duas espécies são caducifolias, ou seja, perdem as folhas durante uma fase do ano. No caso, ipê e tarumã. Algumas mudas de tarumã começaram a perder folhas. Talvez seja apenas uma resposta fisiológica a algum estresse, já que a maioria das mudas ainda está com as folhas verdes. Porém, o alarme foi soado. Vou trocando as mudas até que a fase de perda de folhas se confirme. A partir daí, é necessário repensar o experimento.
Na hora em que fui buscar as mudas no viveiro, realmente, não havia outras alternativas. A maioria das espécies eram caducifolias e as que mantinham as folhas tinham poucas mudas.
Tomara que eu consiga, pelo menos, mais algumas coletas. Gostaria de ter 10, no mínimo, mas dificilmente conseguirei... Isso vai prejudicar as análises, já que para o cálculo da taxa de colonização precisaria um maior número de coletas. Enquanto isso... Torço.
Luz para todos.
Como viram, eu estou ausente por algum tempo do blog. A correria está grande. Esse ano vai passar a jato. Já estamos quase em abril!!!
Bom, estive revisando minhas mudas nesses dias e constatei o que temia. Duas espécies são caducifolias, ou seja, perdem as folhas durante uma fase do ano. No caso, ipê e tarumã. Algumas mudas de tarumã começaram a perder folhas. Talvez seja apenas uma resposta fisiológica a algum estresse, já que a maioria das mudas ainda está com as folhas verdes. Porém, o alarme foi soado. Vou trocando as mudas até que a fase de perda de folhas se confirme. A partir daí, é necessário repensar o experimento.
Na hora em que fui buscar as mudas no viveiro, realmente, não havia outras alternativas. A maioria das espécies eram caducifolias e as que mantinham as folhas tinham poucas mudas.
Tomara que eu consiga, pelo menos, mais algumas coletas. Gostaria de ter 10, no mínimo, mas dificilmente conseguirei... Isso vai prejudicar as análises, já que para o cálculo da taxa de colonização precisaria um maior número de coletas. Enquanto isso... Torço.
Luz para todos.
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